A revolução tecnológica está mudando completamente nosso modo de trabalhar, de se relacionar profissionalmente e de se viver. Novas profissões surgem a todo momento, outras desaparecem para sempre e nas empresas a relação entre chefes e funcionários se transforma. Estamos em um processo de transição e nada do que existe hoje será igual daqui a alguns anos.

Claro que a história da humanidade é regida por mudanças, por criação de novas atividades e profissões, mas a diferença agora é a velocidade dessas transformações. Elas não demoram milênios, nem séculos e nem décadas… De acordo com uma pesquisa da Universidade de Oxford na Inglaterra, 47% dos empregos atuais desaparecerão nos próximos 20 anos! Isso quer dizer que metade das profissões que existem hoje simplesmente sumirão, isso é incrível! E mais, 66% das crianças do ensino médio vão trabalhar em profissões que ainda não existem. Isso é uma mudança e tanto!

Em um futuro próximo, as relações trabalhistas serão muito mais liberais, as pessoas vão exercer atividades que realmente gostam e não somente uma, mas algumas, podendo ser professor de manhã, pequeno empresário a tarde e estudante a noite. Tudo depende de seu interesse, de sua capacidade e do mercado.

Dentro dessa lógica, as carreiras profissionais como vemos hoje, lineares, vão desaparecer, tipo “você é algo desse que sai da faculdade até morrer”. As pessoas vão exercer várias atividades durante a vida, como um ciclo, alguns anos estudantes, outros anos professor, outros empreendedor, outros colaborador, outros aventureiro. Algumas vezes juntas. Ciclos que não se repetem porque são aspirais ascendentes, sempre estamos nos melhorando e evoluindo.

Acredito como o Tiago Mattos “que as empresas se transformarão em grupos de trabalho que se reunirão em torno de propósitos comuns. Eles durarão o tempo que fizer sentido para os participantes. E não o tempo que fizer sentido nos contratos e nas suas respectivas legislações. Não haverá chefe e nem contratante. As lideranças serão circunstanciais e rotativas e nunca fixas. Portanto, não haverá cargos (estáticos) mas funções momentâneas (fluídas). O propósito e o legado serão os líderes invisíveis…”

Essa é uma transição que já se iniciou. Em muitas empresas não existe mais carga horária de oito horas, o trabalho é medido não por horas trabalhadas e a necessidade da presença física. O importante são as tarefas realizadas e o comprometimento. Os colaboradores já não devem seguir regras preestabelecidas mas se auto organizar, se autogerir e ser proativos sempre em busca do melhor resultado.

A concorrência selvagem e algumas vezes desleal será substituída pelo senso de cooperação, onde em vez de brigas haverá união para melhores resultados conjuntos, onde todos possam ganhar. Não haverá desespero por vagas de trabalho, todos poderão trabalhar, segundo sua vontade e sendo regido pela meritocracia.

Para isso teremos que nos acostumar a um sistema menos paternalista, mais horizontal onde todos tenham uma postura de donos. Funcionários terão que realizar autogestão, realizando tarefas sem a necessidade de cobrança. Gerentes e diretores terão que trabalhar sem hierarquia

Sem regulações rígidas, cada pessoa terá a liberdade de abandonar o grupo de trabalho na hora que desejar, sem complicações com a lei, avisos prévios, indenizações. O trabalho será mais fluído com menos burocracia, menos impostos. O sistema será mais dinâmico, criando mais oportunidades.

Essas mudanças estão acontecendo mas dependem da mudança de mentalidade das pessoas. No futuro, vamos nos tornar todos empreendedores. Teremos que apagar nossa dependência paternalista do estado e empregador, adotando uma postura empreendedora, onde somos os únicos responsáveis por nosso crescimento.

“Todos somos empreendedores, mas a maioria de nós não teve a oportunidade de descobrir” Muhammad Yunus.

Pode até parecer um cenário utópico, mas já é realidade em várias empresas e locais pelo mundo afora. O ser humano está cansado de ser escrevo do trabalho, quer mais qualidade de vida. Transformar o sacrifício do trabalho em realização. Há muitos desafios para chegar lá, e as grandes desigualdades que existem atualmente não nos permite imaginar uma mudança a curto prazo.

O futuro não chega para todos ao mesmo tempo. A nova geração que está surgindo demonstra essa nova visão, querem trabalhar com propósitos, fogem às regras, são proativos, são autônomos e ao mesmo tempo cooperativos. Cabe a quem já está no mercado (e no comando), se adaptar

 

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