É possível encontrar a plenitude no trabalho? É possível harmonizar a realização profissional e pessoal?

Por muito tempo busquei uma explicação do porquê o trabalho está mais ligado ao sacrifício do que a felicidade. Nas empresas o ambiente de trabalho era de descontentamento e conflito. Em um mundo em transformação com tantas oportunidades não fazia sentido essas situações.

Acreditava que o trabalho que demanda tanto esforço e tempo, deveria ser algo prazeroso, algo que nos levasse não somente à evolução racional, mas também emocional e espiritual. Iniciei essa busca com muito estudo, pesquisa de casos e claro, experiência pessoal. Conclui que tudo se inicia com um autoconhecimento de nossos valores, vocações e propósitos de vida. É a partir daí que podemos encontrar onde atuar na sociedade de forma positiva e plena.

Vislumbrei que uma alternativa de se buscar essa autorealização é empreendendo, abrindo seu próprio negócio. Isso possibilita a liberdade de criar algo novo em consonância com seu propósito. Trabalhei então com vários empreendedores nessa perspectiva e percebi que as suas equipes também tinham que estar alinhadas a essa cultura. Os colaboradores também têm que estar felizes para que o negócio siga saudáveis. Foi aí que concluí que o processo para a plenitude no trabalho passa por um autodesenvolvimento pessoal no âmbito emocional e espiritual.

Mas de nada adianta essa consciência de autorealização se não colocarmos na prática, se não vivenciarmos no cotidiano. E para isso é essencial o planejamento e a organização. É importante termos clareza das metas, elas nos fazem focar no que é essencial, economizando tempo e colocando de lado a enorme quantidade de ações e informações desnecessárias.

Escrevi um livro (Plenitude no Trabalho) contando essa estória com o objetivo de transmitir o que aprendi nos últimos anos na busca da autorealização no trabalho. Uma busca pessoal, possível de alcançar, mas com desafios diários de todo o tipo. Não há outro meio de evoluirmos racional, emocional e espiritualmente senão passando por provas, resolvendo problemas e aprendendo as lições.

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O poder transformador da inteligência emocional e espiritual no comportamento individual e coletivo.

Conflito de gerações, falta de motivação, distração, problemas emocionais como depressão são alguns dos desafios que os gestores frequentemente se deparam em suas equipes. A realidade vem demonstrando que lidar com pessoas e a relação entre elas demanda muito mais que pulso forte, regras rígidas e prêmios em dinheiro. Trabalhar com propósito, em ambientes saudáveis e com equilíbrio emocional são algumas das características que as novas gerações estão buscando e ensinando aos mais velhos.

Diferente das gerações passadas que encaravam o trabalho como sacrifício e pensavam em construir carreira na empresa, as novas gerações preocupam-se em trabalhar naquilo que acreditam, em ambientes que possam se sentir bem, com gestores que os façam se desenvolverem. Quando isso não acontece, o desânimo toma conta e a distração nas redes sócias retira o foco do trabalho. Sem falar que esse estado emocional leva à tristeza, à depressão e a doenças frequentes.

Por isso as empresas estão se modificando no mesmo compasso que seus colaboradores. Será mesmo? Não todas, mas algumas já se deram conta disso e valorizam não só as aptidões técnicas e intelectuais (QI) dos colaboradores, mas também a inteligência emocional QE) e até a inteligência espiritual (QS). Quando se avalia esses aspectos e os desenvolvem nas equipes, cria-se um elo entre seus integrantes, uma noção de propósito e equilíbrio pessoal.

Condutas antigas como encarar o parceiro de trabalho como um concorrente, ou até mesmo o gestor sentir-se ameaçado por membros da equipe e os reprimir, são totalmente anti producentes. Quando se desenvolve a autoconfiança, através dos valores únicos de cada um e o senso de equipe através do respeito e ajuda mútua, cada membro torna-se parte responsável pelo todo. Um ambiente colaborativo e unido toma conta. É nesse processo que as inteligências emocionais e espirituais auxiliam.

Encarar o trabalho não só como necessidade para sobrevivência, mas como parte do desenvolvimento pessoal faz toda a diferença. Tornamo-nos mais proativos, já que se trabalha para o próprio crescimento. Ficamos mais dispostos a transformar problemas em desafios, com vontade de vencê-los e não os lamentando. Esse novo estado mental é o desafio constante dos gestores para tornar suas equipes mais motivadas, unidas e focadas.